CULTURA AFROBRASILEIRA
(JONGO)

Oswaldo Faustino, repórter e escritor, diz em um de seus textos “reflexão diante de um espelho sem reflexo”, que a escola brasileira ignora tanto a África quanto os afrodescendentes. A sociedade brasileira, quando não ignora, os olha com suspeita. Depois de passar toda a infância invisível nos livros escolares, ao entrar na adolescência esses jovens se tornam suspeitos em potencial. Se não mudarmos juntos esta história, dificilmente esses jovens participarão na construção da própria cidadania. Temos a responsabilidade, enquanto escola e educadores que somos, de construir outras possibilidades para essa realidade.

 Para isso que proponho esta oficina, para desmistificar a manifestação cultural chamada JONGO. Será um momento de reflexão e vivência sobre essa manifestação, que faz parte de nossa cultura, e precisa ser respeitada e valorizada. É um momento de compreender conteúdos deixados durante séculos na invisibilidade.